Eu sempre escutava o barulho quando caminhava a caminho de lá.
Imaginava ser o barulho do pássaro, e era!
Rasga Mortalha é o seu nome, nominado sei lá por quem.
Mas que tem a ver, tem! A bicha conseguiu me fazer rasgar um sorriso,
quando decidiu dar uma parada num pedaço de pau e observar as coisas passantes - ou talvez estivesse só descansando mesmo, sabe-se lá o que um animal medonho daquele pensa! - não pude conter o sorriso, tão sincero quanto a minha admiração, admito.
Finalmente estava conhecendo profundamente o dono daquele piado sinistro e fabuloso.
Ao meu lado, tão próximo.
Muito pequena (e como gosto das coisas pequenas!), cara de quem não quer conversa
e de quem não tem muita pena, a não ser as suas, que a escuridão me impediu de distinguir as colores. Veio logo na minha cabeça aquela cena linda: ela vindo em minha direção numa velocidade alucinante e enfiando o bico arqueado em um dos meus olhos!!
Muito interessante essa nossa interação.
Foi concedido a mim um momento de descoberta, de beleza e de alegria tão grande, que mal pude acreditar.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
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Um comentário:
belo, marina, lindo mesmo. De poeta pra poeta - vc ta dando show, irma.
beijos, e te amo!
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